Eu pelo mundo, na auto-estrada, acima das nuvens. Londres, Dublin, Paris, Buenos Aires, Atenas. As luzes, as praças, a mesma conversa de porta-de-rua em idiomas distintos. Eu traçando minhas rotas e construindo meus trajetos. O sol que se põe diversas vezes em diferentes céus do mundo. E as estrelas que me guiam por onde quer que eu vá.
Andando por passos que são meus, percorrendo minhas rotas de fuga, dando sentido ao meu coração sempre distante. Pertencendo a cada lugar. Conhecendo várias vezes o mesmo céu pelas diversas janelas de hotéis. Tudo que sempre quis.
Eu mais madura e ainda petulante. A mesma vontade de ser plenamente livre e um coração que nunca aprendeu a bater certo. No peito, uma coragem duvidosa e uma certeza de que estou indo porque preciso.
Há a saudade. Nada além de você.
Que singelo, Paula! Literalmente, uma viagem...
ResponderExcluir